Escritores do Brasil

Todos, num só lugar

Amo e assim vivo.
Amando o que é eterno o que é esmagador e o que me acalenta.
Amo e assim choro.
Corro nas estradas vazias de uma vida de solidão
a procura de alguém que me faça ser o que eu sempre quis ser; feliz.
Amo o desejo. Aquele que arde no meu peito e ferve minha alma.
Amo a certeza da tua presença e saudade que tua ausência me faz.
Amo teu passos incertos, tua melancolia, tua energia e teu voou até meu pensamento.
Amo o bater de tuas asas, não sois pássaro, mas tua face assemelha-se a de um anjo.
Não sou o mar que ocupa o espaço,
mas o que eu amo me impulsiona a ser maior que as águas que vem e vão,
que tem gosto de sal.
Não sou o doce daquele mel , mas o amargo que arrepia.
Sabe o que eu amo? Teu silêncio poético,
um silêncio com metáforas,
que me faz perder os sentidos
e mesmo assim continuo lúcido. Amo teu veneno.


Entrelinhas....


O amor descrito nesse poema sai de um reflexo de amarguras de desejos. Quem ama nesse poema é o personagem da imaginação. Pense, é você quem faz seus sonhos e pensamentos. Aqui nasce um personagem que ama e esquece de amar. Isso é tão contraditorio, não é ? Sim. Mas aquele que esqueceu de se amar, amou sem saber amar. A tristeza é seu nome, mas sua vontade se chama amor.


Autor: Alberis

Compartilhar 

Adicione um comentário

Você precisa ser um membro de Escritores do Brasil para adicionar comentários!

Entrar nesta rede social

Grupos

Fotos

Carregando...

© 2010   Criado por Alexandra Lopes no Ning.   Crie Sua Rede Social

Badges  |  Relatar um incidente  |  Privacidade  |  Termos de serviço

Entrar no bate-papo