Amo e assim vivo.
Amando o que é eterno o que é esmagador e o que me acalenta.
Amo e assim choro.
Corro nas estradas vazias de uma vida de solidão
a procura de alguém que me faça ser o que eu sempre quis ser; feliz.
Amo o desejo. Aquele que arde no meu peito e ferve minha alma.
Amo a certeza da tua presença e saudade que tua ausência me faz.
Amo teu passos incertos, tua melancolia, tua energia e teu voou até meu pensamento.
Amo o bater de tuas asas, não sois pássaro, mas tua face assemelha-se a de um anjo.
Não sou o mar que ocupa o espaço,
mas o que eu amo me impulsiona a ser maior que as águas que vem e vão,
que tem gosto de sal.
Não sou o doce daquele mel , mas o amargo que arrepia.
Sabe o que eu amo? Teu silêncio poético,
um silêncio com metáforas,
que me faz perder os sentidos
e mesmo assim continuo lúcido. Amo teu veneno.
Entrelinhas....
O amor descrito nesse poema sai de um reflexo de amarguras de desejos. Quem ama nesse poema é o personagem da imaginação. Pense, é você quem faz seus sonhos e pensamentos. Aqui nasce um personagem que ama e esquece de amar. Isso é tão contraditorio, não é ? Sim. Mas aquele que esqueceu de se amar, amou sem saber amar. A tristeza é seu nome, mas sua vontade se chama amor.
Autor: Alberis
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