Sá de Freitas
Quando eu nasci pra ser poeta um dia,
A inspiração e o sonho festejaram,
Mas num canto escondidos, com ironia,
O pranto e a dor, sem pejo, gargalharam.
Mas hoje, mergulhado na poesia,
A dor e o pranto, que de mim zombaram,
Não podem retirar minha alegria,
Porque nunca... jamais... me escravizaram.
Eu sou poeta e igual a toda gente,
Sofro em meus dias, quando estão nublados,
Embora de maneira diferente.
É porque nos momentos adversos,
Enquanto muitos sofrem a dor, calados,
Eu desabafo a dor fazendo versos
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